Culto a Chuck Berry no Brasil abrange gravações de Raul, Rita, Gil e Serguei - Melody FM 94.1 - Ribeirão Preto/SP  
ouça a Melody:
Ouça pela Internet
Ouça em seu Android
Ouça em seu dispositivo Apple
acompanhe a Melody 94.1
Siga no Twitter
Perfil no Facebook
Instagram Melody 94.1

Culto a Chuck Berry no Brasil abrange gravações de Raul, Rita, Gil e Serguei

20/03/2017

Em 1991, quando vivia fase de redescoberta pela mídia, o roqueiro carioca Sérgio Augusto Bustamante, vulgo Serguei, lançou álbum que continha música marotamente intitulada Rolava Bethânia. Era (sub)versão em português (escrita por Tavinho Paes) cujo título brincava com o nome da cantora Maria Bethânia na tradução de Roll over Beethoven, uma das composições seminais com que o cantor, compositor e guitarrista norte-americano Charles Edward Anderson Berry (18 de outubro de 1926 – 18 de março de 2017), o Chuck Berry, ajudou a moldar na década de 1950 o ritmo que viria a ser conhecido como rock'n'roll, fruto de fusão de country, blues, boogie e rhythm and blues. A versão de Serguei era debochada, mas todos os roqueiros do Brasil cultuavam com seriedade Berry, o pioneiro artista que saiu ontem de cena, aos 90 anos.

Lançada por Berry em 1956, Roll over Beethoven foi gravada por Raul Seixas (1945 – 1989) e por Rita Lee, nomes que eram sinônimos de rock no Brasil quando o mercado fonográfico ainda mantinha as portas fechadas para quase todos os roqueiros. O Maluco Beleza também gravou Thirty days (1955) no sexto álbum da carreira solo, Raul rock Seixas (1977). Já Rita, eterna mutante, também deu a voz em 1988 a uma versão em português de Memphis Tennessee (1959), escrita por Rossini Pinto (1937 – 1985), intitulada Sem endereço e lançada em 1964 por Wanderléa – uma das primeiras traduções femininas de (pop) rock no Brasil.

Outro sucesso imortal composto e lançado por Berry, Johnny B. Goode (1958) foi gravado no original em inglês pelo Ultraje a Rigor – no mesmo disco ao vivo de 2005 em que o grupo reviveu Maybellene (Chuck Berry, 1965) – e registrado pela banda Cidade Negra em 2002 em versão em português feita pelos integrantes do grupo de reggae com o produtor Paul Ralphes. Antes, nos anos 1980, Johnny B. Goode já tinha virado Johnny pirou na ótica irreverente de Leo Jaime e Tavinho Paes, autores da versão em português lançada em álbum de 1982 por Ney Matogrosso, cantor de atitude rock'n'roll.

Contudo, talvez nenhum compositor ou cantor brasileiro tenha sintetizado numa música a importância mundial da obra criada por Chuck Berry quanto Gilberto Gil, autor de Chuck Berry fields forever, composição que, já no engenhoso trocadilho feito no título com música psicodélica do grupo The Beatles (Strawberry fields forever, 1967), expôs o alcance mundial do som de Berry em gravação feita em 1976 pelo grupo Os Doces Bárbaros, formado por Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e a mesma Bethânia com a qual Tavinho Paes brincou na versão irreverente gravada por Serguei em 1991.
 
Elvis Presley (1935 – 1977) levou a fama, e teve méritos por ela, mas, sem o cancioneiro autoral e os riffs inovadores da guitarra de Chuck Berry, a história do rock talvez tivesse sido outra, inclusive no Brasil. Gil sabe disso. Raul, Rita, Serguei e os demais roqueiros do Brasil também têm plena consciência da genialidade pioneira do imortal Chuck Berry. Como sentenciou o mestre Gil, Chuck Berry fields forever...

fonte: G1 Música

Voltar

 



Melody FM 94.1 - Ribeirão Preto

 

Av. Nove de Julho, 600
Higienópolis
Ribeirão Preto-SP
cep: 14.025-000
Fone: (16) 2101-3500

Acompanhe a Melody no twitter
Nosso perfil no Facebook
Instagram Melody 94.1
Todos os direitos reservados - Sistema Clube de Comunicação © 2017