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Governo diz que taxação imposta por Trump 'não reflete a realidade'

O governo do Brasil lamentou na noite desta quarta-feira (2) a decisão de Donald Trump em impor uma tarifa de 10% sobre as importações de produtos brasileiros àquele país. Segundo nota conjunta dos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, a atitude do governo americano "não reflete a realidade”.

Segundo Itamaraty e o MDIC, “à luz do impacto efetivo das medidas sobre as exportações brasileiras e em linha com seu tradicional apoio ao sistema multilateral de comércio, o governo do Brasil buscará, em consulta com o setor privado, defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos Estados Unidos".

A publicação lembra que os EUA faturam mais do que perdem com o Brasil – principal argumento usado nas negociações contra a taxação, já que o País é o terceiro maior superávit comercial daquela nação em todo o mundo.

Segundo dados do próprio governo americano, o superávit comercial dos EUA com o Brasil em 2024 foi da ordem de US$ 7 bilhões (quase R$ 40 bilhões) somente em bens. Somados bens e serviços, o superávit chegou a US$ 28,6 bilhões (aproximadamente R$ 151,4 bilhões) no ano passado.

“Ao mesmo tempo em que se mantém aberto ao aprofundamento do diálogo estabelecido ao longo das últimas semanas com o governo norte-americano para reverter as medidas anunciadas e contrarrestar seus efeitos nocivos o quanto antes, o governo brasileiro avalia todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral, inclusive recurso à Organização Mundial do Comércio, em defesa dos legítimos interesses nacionais”, diz a nota, que também destaca a Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso.

Outros países também foram alvos da ação do estadunidense, como China, Japão, Coreia do Sul, Suíça, Taiwan, Malásia, Índia, Indonésia e Vietnã, além do Reino Unido. Ao todo, mais de 200 países foram tarifados. Segundo a gestão Trump, o novo percentual passa a valer a partir de meia-noite no horário de Washington (23h em Brasília).


O presidente americano destacou que se os países tarifados quiserem a redução de seus percentuais, devem primeiro diminuir suas próprias tarifas. Em sua visão, essas tarifas protegem os EUA contra “aqueles que causariam danos econômicos” ao país.

“Muitas pessoas estavam querendo causar danos econômicos aos EUA. Talvez não tão obviamente, mas, eles estavam causando danos econômicos tremendos. Mas ainda mais importante, eles nos darão crescimento. Essas tarifas nos darão crescimento como vocês nunca viram antes”, afirmou.

Fonte: Band.
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